terça-feira, 19 de julho de 2011

1º dia


Tudo começa pelo voo. No aeroporto de SP tentei dar um "migué" na TAM pra ficar na sala vip e me dei mal, pois só pode entrar naquela sala quem tem cartão TAM vermelho ou Mastercard Black (nunca ouvi falar). O negócio foi esperar as duas horas da conexão no meu canto mesmo.
O voo para Miami talvez foi o mais tranquilo que já fiz numa viagem longa. Sem turbulências, sem crianças chorando, sem atraso, enfim, quase perfeito, não fosse aquela comida horrorosa que a TAM serve. Para ser perfeito só faltou eu vir sentado no assento do corredor, o que já havia solicitado, mas me colocaram na janela, o que é horrível, pelo menos pra mim. Além disso, minha TV era a única que não funcionava no voo todo! Aqui fica uma dica pra quem for fazer viagens longas e noturnas: nunca peça o assento da janela, pois além de você ficar encolhido no canto, com os pés inchando, você corre o risco de não poder levantar e dar uma caminhada no avião, pois a pessoa ao lado pode dormir a noite toda aí é aquele transtorno todo.
O cara que vinha do meu lado, além de roncar a noite toda e deixar a TV dele ligada (claridade na cara direto), cada vez que ele dava uma gargalhada vendo os filmes, parecia que corria um esgoto aberto no corredor, tamanho fedor na boca daquele mexicano chamado Carlos. Carlos era um rapaz de semblante triste, sofrido, típico mexicano que tentava cruzar a fronteira dos EUA a pé e desta vez criou coragem e arriscou sua vida deixando sua mulher Juanita, seus filhos Ramon e Mercedes, para realizar seu sonho de se tornar um garçom em Miami Beach, na Ocean Drive, olhando mulheres de todos os cantos do mundo, loiras, negras, morenas, ferraris, corvetes, porsches, mustangs. Se esse era seu sonho não sei, mas espero que tenha conseguido.
Chegando aqui na imigração foi tudo tranquilo. As mesmas perguntas de sempre: veio fazer o que, que tu faz, etc....mas na alfandega, além de perguntarem as mesmas coisas, o cara revirou toda minha mala, atirou uma em cima da outra, "deixou" cair meu passaporte no chão e depois de 15 longos minutos nervosos e ansiosos, ele me diz: get out here! (vaza!!).
Assim entrei nos Estados Unidos da América para desfrutar de 10 merecidos dias de férias em Miami.

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